
Manchas negras nas paredes desbotadas
Fazem lembrar sonhos passados
Pesadelos tantas vezes sonhados
Vidas que não vivi ali pintadas
Império de sonhos irreais
Sons cacofónicos me rodeiam
Mascaras estranhas me cercam
Sentidos vividos que me marcam
Sexta Feira dos negros gatos
Impérios de bruxas e pesadelos
Cabalas, Tarot e Pendulos
Sentidos abertos a impérios já gastos
Múmias brancas e gastas pelo tempo
Estátuas de deuses anémicos
Império de uns sentidos vazios
Esfinges belas de interior oco
Acordo com um gosto estranho na boca
Com o corpo tenso e cansado
Olho em redor e o sorriso volta
Tenho o teu corpo em mim enroscado.
